terça-feira, 25 de março de 2014

SEUS OLHOS


Seus Olhos, seus olhos


se eu sei pintar


O que os meus olhos cegou


Não tinham luz de brilhar,


Era chama de queimar;


E o fogo que a ateou


Vivaz, eterno, divino,


Como facho do Destino.


Divino, eterno!


e suave ao mesmo tempo:


mas grave E de tão fatal poder,


Que, um só momento que a vi,


Queimar toda alma senti...


Nem ficou mais de meu ser,


Senão a cinza em que ardi.

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